Aumento do diesel: impactos no transporte e como reduzir os custos da operação

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Leopoldo Suarez • • 11 min de leitura

O aumento do diesel é um dos fatores que mais pressionam os custos do transporte rodoviário de cargas. Para as transportadoras, qualquer variação no preço do combustível pode representar um impacto significativo no custo por quilômetro, na formação do frete e, consequentemente, na margem da operação.

Isso acontece porque o diesel está diretamente relacionado à atividade principal de uma transportadora: movimentar cargas. Quanto maior a quilometragem percorrida, maior tende a ser a exposição ao preço do combustível.

Mas o impacto do aumento do diesel não depende apenas do valor pago por litro. Consumo médio dos veículos, quilometragem vazia, características das rotas, peso transportado, manutenção da frota e condições de abastecimento também influenciam diretamente o resultado.

Por isso, diante de um cenário de combustível mais caro, simplesmente repassar o aumento para o valor do frete pode não ser suficiente. É necessário entender onde o combustível está sendo consumido e quais pontos da operação apresentam oportunidades de redução.

O que está por trás do aumento do diesel?

O preço do diesel é influenciado por diferentes componentes e pode variar de acordo com fatores nacionais e internacionais. Entre eles estão as condições do mercado de petróleo, câmbio, tributos, composição do combustível e políticas de preços adotadas ao longo da cadeia.

Para as transportadoras, porém, mais importante do que acompanhar apenas a variação do preço na bomba é entender como essa mudança afeta o custo real da operação.

Uma transportadora que percorre centenas de milhares de quilômetros por mês, por exemplo, pode sentir de maneira muito mais significativa uma pequena alteração no preço do litro do diesel do que uma operação com menor volume de deslocamentos.

É justamente por isso que a gestão do combustível precisa estar conectada aos demais indicadores operacionais.

Como o aumento do diesel impacta as transportadoras?

O principal efeito do aumento do diesel aparece no custo operacional. Como o combustível representa uma parcela relevante das despesas de uma operação de transporte, sua alta pode reduzir a margem quando não é acompanhada de uma gestão adequada.

O impacto pode aparecer em diferentes pontos:

  • aumento do custo por quilômetro;
  • aumento do custo por viagem;
  • pressão sobre a margem do frete;
  • necessidade de revisão das tarifas;
  • aumento do custo das operações subcontratadas;
  • maior necessidade de controle sobre abastecimentos;
  • impacto na rentabilidade de determinadas rotas.

Além disso, o efeito pode ser diferente para cada operação. Uma rota com maior distância, elevado índice de quilometragem vazia ou consumo acima do esperado tende a sofrer mais com a alta do combustível.

Por isso, analisar somente o preço médio do diesel não mostra toda a realidade.

Aumento do diesel x custo do frete

O combustível é um dos elementos considerados na composição do custo do transporte. Quando seu preço aumenta, existe uma pressão natural sobre o valor necessário para realizar determinada operação.

Entretanto, o impacto sobre o frete não deve ser analisado de maneira isolada.

Imagine uma operação em que dois veículos realizam a mesma rota, mas apresentam consumos diferentes. Mesmo com o mesmo preço do diesel, o custo operacional será diferente.

O mesmo acontece quando uma transportadora consegue reduzir a quilometragem vazia, melhorar o planejamento das viagens ou negociar melhores condições de abastecimento.

Assim, o aumento do diesel reforça a necessidade de olhar para o custo completo da operação, e não apenas para o preço do litro.

Como calcular o impacto do aumento do diesel?

Uma forma simples de começar essa análise é relacionar o preço do combustível ao consumo médio do veículo.

Por exemplo, considere um veículo que percorre 10 mil quilômetros por mês e apresenta consumo médio de 2,5 km/litro.

Nesse cenário, o veículo consumiria aproximadamente 4 mil litros de diesel no período.

Se o preço do combustível aumentar R$ 0,50 por litro, o impacto potencial sobre esse volume seria de aproximadamente R$ 2 mil no mês.

A conta pode ser simplificada da seguinte forma:

Impacto = litros consumidos × aumento do preço por litro

Entretanto, essa é apenas uma primeira visão.

Para uma análise mais completa, a transportadora precisa considerar também variações de consumo entre veículos, rotas, motoristas, tipos de carga e períodos.

Quanto mais detalhados forem os dados, mais precisa será a identificação das oportunidades de economia.

Quais fatores aumentam o consumo de diesel?

O preço do combustível é apenas uma parte da equação. A maneira como a operação é executada também determina quanto diesel será consumido.

Tipo e condição do veículo

Veículos diferentes apresentam características distintas de consumo. Além disso, a condição mecânica da frota influencia diretamente a eficiência.

Manutenção preventiva inadequada, problemas mecânicos, pneus fora das condições ideais e outros fatores podem aumentar o consumo.

Por isso, gestão de combustível e manutenção precisam estar conectadas.

Peso transportado

Quanto maior o esforço necessário para movimentar uma carga, maior pode ser o consumo de combustível.

O perfil da carga e as características do veículo devem ser considerados na análise de desempenho para estabelecer parâmetros realistas de consumo.

Quilometragem vazia

A quilometragem vazia representa um dos pontos que merecem atenção na gestão de uma transportadora.

Quando o veículo percorre longas distâncias sem carga, existe consumo de combustível sem geração proporcional de receita.

Reduzir esse indicador pode contribuir diretamente para melhorar a eficiência econômica da operação.

Rotas

As características das rotas também interferem no consumo.

Distância, topografia, condições das estradas, congestionamentos, velocidade média e quantidade de paradas podem alterar significativamente o desempenho de um veículo.

Por isso, comparar o consumo sem considerar o contexto da operação pode levar a conclusões equivocadas.

Como reduzir o impacto do aumento do diesel?

Em um cenário de combustível mais caro, a estratégia não deve ser apenas procurar um posto com preço menor.

O primeiro passo é identificar onde, quando e como o combustível está sendo consumido.

Algumas iniciativas podem ajudar:

  • acompanhar o consumo por veículo;
  • comparar consumo planejado e realizado;
  • identificar desvios de abastecimento;
  • analisar o custo por quilômetro;
  • reduzir quilometragem vazia;
  • melhorar o planejamento das rotas;
  • acompanhar indicadores de manutenção;
  • controlar abastecimentos;
  • analisar o desempenho da frota;
  • utilizar dados para apoiar decisões operacionais.

Quando essas informações estão centralizadas, a gestão deixa de ser baseada apenas em percepção e passa a considerar dados concretos da operação.

Gestão de combustível: mais do que procurar o menor preço

Encontrar combustível mais barato pode gerar economia, mas não necessariamente representa a melhor decisão para a transportadora.

É preciso considerar o conjunto da operação.

Um abastecimento com preço menor pode não gerar vantagem se estiver associado a condições menos favoráveis de pagamento, localização inadequada, desvios de rota ou falta de controle sobre o consumo.

Da mesma forma, um posto com preço ligeiramente superior pode fazer mais sentido dependendo da estratégia de abastecimento e das condições comerciais disponíveis.

Por isso, a gestão de combustível precisa combinar preço, consumo, volume, localização, controle e planejamento.

Como a tecnologia ajuda a controlar o custo do diesel?

Com uma operação de transporte cada vez mais complexa, controlar essas variáveis manualmente pode ser difícil.

A tecnologia permite centralizar informações de abastecimento e cruzá-las com outros dados da operação, criando uma visão mais completa do desempenho da frota.

Um sistema de gestão pode ajudar a responder perguntas importantes:

Quanto cada veículo está consumindo?

Qual é o custo de combustível por quilômetro?

Quais veículos estão apresentando desvios?

Quanto foi gasto em determinada rota?

Onde estão os maiores custos?

O consumo realizado está dentro do esperado?

Essas respostas permitem identificar desvios com maior rapidez e direcionar ações para os pontos que realmente impactam o resultado.

O papel do TNS Pay Combustível na gestão da operação

O TNS Pay Combustível pode fazer parte dessa estratégia ao apoiar o controle e a gestão dos abastecimentos da transportadora.

A solução conecta o processo de abastecimento à gestão da operação, contribuindo para maior controle sobre os gastos com combustível e mais visibilidade sobre as informações relacionadas ao abastecimento.

Em um cenário de aumento do diesel, esse tipo de controle ganha ainda mais relevância.

Isso porque uma diferença aparentemente pequena no valor por litro pode representar um impacto significativo quando multiplicada pelo volume de combustível consumido por uma frota ao longo do mês.

Mais do que acompanhar o preço, a transportadora precisa ter informações para entender o impacto financeiro dos abastecimentos e tomar decisões com base em dados.

Como o TMS ajuda a enfrentar o aumento do diesel?

O combustível não deve ser analisado de forma isolada dentro da operação.

Ele está conectado às viagens, veículos, motoristas, rotas, cargas, custos e receitas. É nesse ponto que um TMS (Transportation Management System) pode contribuir para uma visão mais integrada da operação.

Ao centralizar informações relacionadas ao transporte, o TMS permite acompanhar indicadores e relacionar diferentes variáveis que impactam a rentabilidade.

Para uma transportadora, isso significa sair de uma análise fragmentada e passar a enxergar a operação como um todo.

O KMM é voltado para a gestão de transportadoras de médio e grande porte e reúne recursos para apoiar o controle operacional, financeiro e gerencial da operação.

Quando informações de transporte e combustível estão conectadas, a empresa consegue ter uma visão mais ampla sobre os fatores que estão pressionando seus custos.

Aumento do diesel exige gestão baseada em dados

O aumento do diesel é um desafio que dificilmente será resolvido por uma única ação.

Negociar preços, revisar contratos e avaliar repasses são medidas importantes, mas precisam fazer parte de uma estratégia mais ampla de gestão.

A transportadora também precisa entender seu próprio comportamento operacional.

Quanto a frota consome? Onde estão os maiores desvios? Quais veículos apresentam melhor desempenho? Quanto custa cada quilômetro? Quanto da quilometragem realizada é vazia? Quais rotas apresentam maior custo?

Essas respostas ajudam a transformar o combustível de uma simples linha de despesa em um indicador estratégico da operação.

Quanto maior a capacidade de medir, comparar e agir sobre esses dados, maior tende a ser a capacidade da transportadora de proteger sua eficiência mesmo diante de oscilações nos preços.

Conclusão

O aumento do diesel impacta diretamente a operação das transportadoras, mas seu efeito não precisa ser analisado apenas pelo preço pago na bomba.

Consumo, quilometragem, rotas, manutenção, planejamento e abastecimento também fazem parte dessa equação.

Por isso, reduzir o impacto do combustível exige uma gestão mais precisa, capaz de identificar desperdícios, acompanhar indicadores e transformar dados em decisões.

Nesse cenário, soluções como o TNS Pay Combustível e um TMS podem contribuir para aumentar a visibilidade e o controle sobre os custos da operação.

Em um mercado no qual cada quilômetro e cada litro podem fazer diferença no resultado, gerenciar melhor o combustível também é uma forma de gerenciar melhor o negócio.

Tenha mais controle sobre os custos da sua operação

O preço do diesel pode mudar. A sua capacidade de controlar o impacto dele na operação também pode.

Com tecnologia para gestão de combustível e transporte, sua empresa ganha mais visibilidade sobre abastecimentos, consumo e custos, tornando a tomada de decisão mais precisa.

Conheça o TNS Pay Combustível e descubra como ter mais controle sobre os abastecimentos da sua operação!

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Leopoldo Suarez

Executive Director & Partner | nstech