O aumento do diesel é um dos fatores que mais impactam o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Em um setor onde o combustível representa uma das maiores parcelas do custo operacional, qualquer variação no preço do diesel afeta diretamente a rentabilidade das transportadoras, a formação do frete e, consequentemente, o preço final dos produtos.
Mais do que um problema pontual, o aumento do diesel é um desafio estrutural da logística brasileira, que exige planejamento, controle de custos e uso inteligente da tecnologia para reduzir impactos e manter a operação sustentável.
Neste artigo, você vai entender por que o diesel sobe com tanta frequência, como isso afeta o transporte de cargas e o que as transportadoras podem fazer para se proteger desse cenário.
- Por que o aumento do diesel é tão frequente no Brasil
- O peso do diesel nos custos do transporte de cargas
- Aumento do diesel e o reflexo no valor do frete
- A relação entre aumento do diesel e frete mínimo
- Impactos do aumento do diesel na cadeia logística
- Como o aumento do diesel afeta o planejamento logístico
- O papel da tecnologia no controle dos impactos do aumento do diesel
- Aumento do diesel e gestão eficiente da frota
- Como transportadoras podem se preparar para novos aumentos do diesel
- A importância do KMM by nstech e do Gasola nesse cenário
- Conclusão
Por que o aumento do diesel é tão frequente no Brasil
O preço do diesel no Brasil é influenciado por uma combinação de fatores internos e externos. Diferente de outros insumos, o diesel está diretamente ligado ao mercado internacional de petróleo e à política de preços adotada no país.
Entre os principais fatores que explicam o aumento do diesel, estão:
- variação do preço do petróleo no mercado internacional;
- oscilação do dólar;
- política de preços da Petrobras;
- carga tributária (ICMS, PIS e Cofins);
- custos de refino, distribuição e logística.
Quando esses elementos se combinam, o resultado é um cenário de constantes reajustes, que tornam o planejamento financeiro das transportadoras ainda mais desafiador.
O peso do diesel nos custos do transporte de cargas
No transporte rodoviário de cargas, o diesel pode representar entre 35% e 50% do custo total da operação, dependendo do tipo de carga, da distância percorrida e do perfil da frota.
Isso significa que qualquer aumento no preço do diesel impacta diretamente:
- o custo por quilômetro rodado;
- a margem de lucro do frete;
- a competitividade da transportadora;
- a previsibilidade financeira da operação.
Quando o reajuste não é repassado corretamente ao frete, muitas transportadoras passam a operar no limite ou até no prejuízo.
Aumento do diesel e o reflexo no valor do frete
O aumento do diesel pressiona toda a cadeia logística. Como o combustível é um custo essencial, ele precisa ser considerado na formação do preço do frete.
Porém, na prática, o repasse nem sempre acontece de forma imediata. Isso ocorre por fatores como:
- contratos de frete com valores fixos;
- negociações com embarcadores;
- concorrência acirrada no mercado;
- falta de controle detalhado dos custos.
Nesse cenário, transportadoras que não possuem dados claros sobre seus custos acabam absorvendo parte do aumento, reduzindo drasticamente sua rentabilidade.
A relação entre aumento do diesel e frete mínimo
O frete mínimo, regulamentado pela Lei nº 13.703/2018, foi criado justamente para proteger o transportador contra variações excessivas de custos, como o aumento do diesel.
A tabela de frete mínimo considera o preço do combustível como um dos principais parâmetros de cálculo. Quando o diesel sobe, a lógica é que o piso mínimo do frete seja ajustado para refletir essa nova realidade operacional.
No entanto, quando esse ajuste não acompanha o ritmo do mercado, surgem distorções que impactam diretamente a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas.
Impactos do aumento do diesel na cadeia logística
O aumento do diesel não afeta apenas as transportadoras. Ele gera um efeito cascata em toda a cadeia logística e produtiva.
Aumento do custo dos produtos
Com fretes mais caros, o custo do transporte é repassado ao preço final das mercadorias, impactando o consumidor.
Redução da competitividade
Empresas com menor eficiência operacional sofrem mais, perdendo espaço para concorrentes mais estruturados.
Pressão sobre caminhoneiros e motoristas
Quando o frete não acompanha o aumento do diesel, a pressão recai sobre quem está na ponta da operação.
Como o aumento do diesel afeta o planejamento logístico
Em um cenário de alta no preço do combustível, o planejamento logístico se torna ainda mais estratégico. Rotas mal definidas, viagens improdutivas e falhas no controle de consumo passam a gerar prejuízos significativos.
Alguns dos principais desafios incluem:
- dificuldade em prever custos futuros;
- necessidade constante de renegociação de contratos;
- redução da previsibilidade financeira;
- aumento do risco operacional;
Sem dados confiáveis, o impacto do aumento do diesel tende a ser maior e mais difícil de controlar.
O papel da tecnologia no controle dos impactos do aumento do diesel
Embora o aumento do diesel não esteja sob o controle das transportadoras, a forma como esse impacto é gerenciado pode e deve ser controlada.
Um TMS (Transportation Management System) permite transformar dados operacionais em decisões estratégicas, ajudando a minimizar os efeitos da alta do combustível.
Com um TMS, é possível:
- calcular o custo real por viagem;
- analisar consumo de combustível por veículo;
- identificar rotas mais eficientes;
- evitar viagens ociosas;
- simular cenários de reajuste de frete.
Essas informações são essenciais para sustentar negociações com embarcadores e proteger a margem da operação.
Aumento do diesel e gestão eficiente da frota
Além do planejamento de rotas, a gestão da frota tem papel fundamental no controle dos impactos do aumento do diesel.
Boas práticas incluem:
- manutenção preventiva rigorosa;
- controle de consumo por veículo;
- acompanhamento do comportamento do motorista;
- uso de indicadores de desempenho.
Pequenas ineficiências, quando somadas, podem representar um custo elevado em um cenário de combustível caro.
Como transportadoras podem se preparar para novos aumentos do diesel
O histórico do mercado mostra que o aumento do diesel tende a ser recorrente. Por isso, a preparação é o melhor caminho.
Algumas estratégias importantes são:
- revisão periódica da formação de preço do frete;
- contratos com cláusulas de reajuste;
- controle detalhado de custos operacionais;
- uso de tecnologia para tomada de decisão;
- integração entre operação, financeiro e comercial.
Transportadoras que trabalham com dados conseguem reagir mais rápido e com menos impacto.
A importância do KMM by nstech e do Gasola nesse cenário
No ecossistema nstech, o KMM ajuda transportadoras a enfrentar o aumento do diesel com mais controle, previsibilidade e inteligência operacional.
O sistema centraliza dados da operação e dos custos, permitindo:
- visão clara do impacto do combustível no valor do frete;
- análise de rentabilidade por rota, cliente e tipo de operação;
- suporte à negociação de reajustes com base em dados reais;
- redução de desperdícios e desvios operacionais.
Quando integrado ao Gasola, solução especializada na gestão de abastecimento e controle de combustível, o ganho é ainda maior. O Gasola permite acompanhar o consumo real por veículo, identificar variações fora do padrão, cruzar dados de abastecimento com rotas e quilômetros rodados e apoiar ações concretas para redução de custos.
Em um cenário de diesel em constante alta, a combinação entre KMM + Gasola transforma o combustível tradicionalmente visto apenas como custo, em um indicador estratégico para decisões mais precisas, sustentáveis e alinhadas à realidade da operação.
Conclusão
O aumento do diesel é um dos maiores desafios do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Ele afeta custos, margens, contratos e toda a cadeia logística.
Embora as transportadoras não controlem o preço do combustível, elas podem e devem controlar seus processos, dados e decisões.
A combinação de planejamento, gestão eficiente e tecnologia é o caminho mais seguro para reduzir impactos e manter a competitividade.
Em um cenário de margens cada vez mais apertadas, quem entende seus custos e opera com inteligência consegue atravessar períodos de alta com mais estabilidade e previsibilidade.

Executive Director & Partner | nstech




